segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Deixe a imagem de estudante para se tornar um profissional


Trago aqui um ótimo texto com dicas para quem, assim como eu, acabou de sair da universidade e segue rumo ao mercado de trabalho. Boa leitura.



Fim da faculdade. Época de deixar para trás as conversas diárias com os colegas no intervalo, os trabalhos em grupo nas casas dos amigos e as tão temidas provas. Agora, chega uma nova fase da vida, a de deixar de ser estudante para passar a ser profissional.

E a busca por uma vaga no mercado de trabalho exige que se faça alguns esforços. "Para conseguir emprego no mundo real, você precisa ter as ferramentas, os hábitos e o profissionalismo esperados no mundo real", ressalta Lindsey Pollak em seu livro "Da escola para o mercado de trabalho: 90 dicas para conseguir um bom emprego" (Summus Editorial).

Isso significa cuidar da sua imagem real (como se vestir, falar, agir), mas também da virtual, que são seus rastros deixados pela internet, em comunidades de amigos, blogs, microblogs e outros.

Confira as dicas!

Confira abaixo as dicas dadas por Lindsey para quem quer deixar a imagem de estudante para passar a ser um profissional:

Use meios de contato adequados: em seu telefone, deixe um recado mais sério na caixa postal; no e-mail, nada de endereços com piadinhas, prefira usar seu nome; na mensagem de e-mail, personalize uma assinatura.

Mande e-mails como profissional: use corretamente a língua portuguesa, não use emoticons, não abuse dos pontos de exclamação, não deixe o campo de assunto em branco, releia as mensagens importantes mesmo depois de ter conferido a ortografia, deixe o endereço do destinatário por último (para não mandar antes de checar), não mande mensagem instantânea e não encaminhe piadas.

Providencie cartões: mesmo que ainda não esteja trabalhando, é interessante ter um cartão com seu nome, número do telefone (pode ser um celular) e o endereço de e-mail profissional. Vale também, se ainda está na faculdade, colocar o ano da graduação e o nome da instituição.

Limpe sua imagem na internet": nem sempre você pode controlar as informações a seu respeito na internet. Mas, se algum amigo colocou algo que possa lhe prejudicar, peça para retirar. Tente rastrear todas essas informações, já que é inocência pensar que os recrutadores não atentam a isso.

Brilhe na web: tente disseminar coisas positivas sobre você na internet e faça trabalhos que possam ser vistos pela rede mundial, como artigos e resenhas.

Conheça a sua área de atuação: a principal dica de Lindsey é leia diariamente um jornal, hábito que será útil não só durante a procura do primeiro emprego, mas também na pesquisa de empregos futuros e pelo resto da sua carreira. Assim que escolher a carreira que quer seguir, comece a ler sobre o setor e as pessoas de destaque que atuam nele. Use também publicações específicas e sites relacionados ao setor.

Por Flávia Furlan Nunes - InfoMoney


Em: www.administradores.com

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Você vai apertar a campainha e usa qual dedo?




"Se for o indicador, você quase certamente tem mais de 30, porque os mais jovens usam o dedão. Simples assim" - escreve Silvio Meira, professor da Universidade Federal de Pernambuco e cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR). No seu texto 'A consagração do dedão...' no livro 'Do Broadcast ao Socialcast', resenha hoje mais cedo no Blue Bus. Segue - "Os dedões mais novos, e as porções do cérebro que os controlam, estão se adaptando aos celulares, playstations e controles de consoles há anos. Os 'novos' dedões e suas funções cerebrais são mais fortes e ágeis, mais precisos, mais capazes. E muito mais úteis do que os velhos dedões…". E ainda - "Durante muito tempo, pensadores e analistas 'mais velhos' teorizaram que ninguém nunca faria nada de útil num celular porque, principalmente, os teclados eram pequenos e as teclas, minúsculas e multifuncionais (demais). Esqueceram, como sempre, de ler Douglas Adams (sobre o futuro)… “. Ainda - "Tudo o que já existia no mundo antes de nascermos é absolutamente natural; as novidades que aparecem enquanto somos jovens são uma grande oportunidade e, com alguma sorte, podem até ser uma carreira a seguir; mas tudo que aparece depois dos trinta é anormal, um fim do mundo que conhecemos, até que tenhamos convivido com a coisa por uns dez ou quinze anos, quando começa a parecer normal"

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ADAM SMITH vs INTERNET

Em 1776 Adam Smith (escritor e filósofo nascido na Escócia) escreveu um livro chamado A Riqueza das Nações (Wealth of Nations), onde abordava as razões que seriam responsáveis por uma nação ser rica e outra pobre. Suas ideias permanecem importantes até hoje e são usadas por quase todas as nações desenvolvidas.

(...)

As leis de Adam Smith funcionaram que era uma beleza durante muito tempo. Até que em 1956 aconteceu algo fantástico nos Estados Unidos: o número de “trabalhadores de conhecimento” passou, pela primeira vez na história da humanidade, o número de “trabalhadores braçais” ou de “fábrica”.

Existiam agora mais contadores, professores, engenheiros, advogados, publicitários, consultores e afins do que trabalhadores clássicos como agricultores e metalúrgicos.

E qual a diferença do primeiro para o segundo grupo?

O primeiro trabalha com um produto intangível chamado “informação“.

Esse foi o marco do fim da era industrial. A era da informação acabara de nascer. E com isso, a demanda por informação estava mais alta do que nunca. E foi ai que os três pilares de Adam Smith começaram a balançar na base.

Veja bem… antes da internet, qualquer informação era paga. As indústria literária e a fonográfica cresciam de vento em popa. Os autores de qualquer pedaço de informação ou propriedade intectual eram (razoavelmente) pagos por sua criação. Impérios de mídia (televisão, rádio, jornais e revistas) foram criados. Claro,se você emprestar um disco ou livro para um amigo, ele teria acesso ao conteúdo sem pagar nada … mas você pagou.

Mas com o advento da internet, a casa de Adam veio abaixo.

(...)

De acordo com nosso amigo Adam, quando algo é controlável, pessoal e previsível ele teria (teoricamente) o máximo valor. Mas com a internet veio a explosão de e-mails, websites, foruns, blogs, vídeos e redes sociais e nunca se teve tanto acesso a conteúdo público e grátis (olha o que aconteceu com os jornais de papel depois da internet) - e mesmo assim, nunca se teve tanta sede de conhecimento quanto agora.

Hoje, a distância de um clique, você tem acesso a informação de qualidade de todo o tipo, geralmente disponibilizada por outras pessoas para qualquer um que deseje acessá-la.

Então… vivemos num mundo imerso em (e movido por) informação e que (graças à internet) tornou-se a prova viva que as leis econômicas de Adam precisam ser reformuladas e adaptadas, pois não são mais eficazes.

O futuro das leis econômicas

Em um mundo com muita informação, surge a escassez de outro recurso extremamente precioso para nossa vida moderna, que é a capacidade de prestar atenção.

Veja bem, se você tem um filho, ele ganha tanta atenção da família que pode ficar mimado. Se você tem dez filhos, enquanto vivermos em um mundo onde o dia continua tendo só 24 horas, eles nunca terão a a atenção de qualidade que um só filho demanda de um pai ou mãe.

Se no nosso dia lemos sobre dez assuntos diferentes, não é possível ler todos com a mesma atenção que se focasse em um só assunto e aprendesse tudo sobre ele.

Logo, a “atenção” que temos para distribuir entre os assuntos que são mais importantes para nós se torna o mais valioso “recurso” da sociedade moderna. Quem tem a capacidade de levantar e manter a atenção de outras pessoas tem a mais alta chance de ter sucesso em sua área de atuação.

A atenção rende ótimos frutos

E é por isso que atletas, atrizes, músicos e astros de TV têm as mais bem pagas profissões do mundo. Dúvida? Recentemente o jogador português Cristiano Ronaldo foi vendido para o time de futebol espanhol Real Madrid por R$ 257 milhões – o maior valor já pago por um jogador na história do futebol.

No dia de apresentação oficial do jogador para a torcida do Real Madrid, ele bateu três recordes ao mesmo tempo: maior número de camisetas vendidas, maior valor pago por um jogador na história e o maior número de torcedores presentes para ver a apresentação de um jogador.

É por isso que times mais ricos procuram comprar o passe de jogadores como Cristiano Ronaldo. Quando citam o nome dele na TV, as pessoas param para ver. As pessoas comentam. Assistem videos dele no Youtube.

Ele tem a atenção das pessoas. Atenção essa que as empresas (patrocinadores) estão muito dispostos a pagar um premium para ter um pouco dela refletida em suas marcas.

Nossa atenção determina o que aprendemos, absorvemos e sentimos. Nosso conhecimento e sentimentos determinam nossas decisões.

Imagine o poder disso! E você? Se arriscaria a chutar qual regra poderia ser a próxima a dominar o mundo ecônomico? Ao seu sucesso!



Texto completo em www.webinsider.uol.com.br

Os 20 Mandamentos da Boa Gestão

Por Fernando Portella


Essas são algumas dúvidas que volta e meia tiram o sono de qualquer profissional. Algumas delas são fáceis de solucionar, outras, no entanto, demandam muito esforço. Para facilitar um pouco este trabalho, desenvolvemos ao longo de nossa carreira profissional os 20 Mandamentos da Boa Gestão.

São ideias e soluções capazes de nortear a trajetória em tempos de crise, que mesmo que muitos digam que já passou, ainda afeta o dia a dia das companhias ao redor do mundo. Embora o talento prevaleça, uma gestão competente ainda é primordial. Ao adotar estas regras um gestor pode garantir além do próprio sucesso, maior rentabilidade para sua empresa, fazendo com que ambos passem pela crise sem solavancos. São elas:

1 - O mercado é absoluto: acompanhe o concorrente, mas não necessariamente siga-o.

2 - Cash is king. Jamais esqueça.

3 - Retorno sobre o capital investido será sempre cobrado. Só você será culpado se o "payback" não aparecer.

4 - Somente lucros constantes e crescentes preservam uma relação sustentada entre executivos e acionistas.

5 - Seja político, mas não faça política na empresa.

6 - A decisão sempre é financeira. Mesmo sendo estratégica, ela tem que ser respaldada por base quantitativa.

7 - Seja cuidadoso, mas transparente.

8 - Preserve sempre o brilho nos olhos.

9 - Domine os números de sua área.

10 - Entenda sempre o modelo econômico e os fatores críticos de sucesso do negócio/setor que dirige.

11 - Faça sempre o crivo das questões fiscais e legais que suportam suas decisões. Entenda o risco, mas não tenha medo de tomar a decisão.

12- Nunca abra mão dos juros. Renegocie o principal, nunca os juros.

13 - Não diga não aos acionistas, diga que é prematuro.

14 - Não leve problemas aos acionistas. Leve um diagnóstico claro do problema, sua recomendação para solucioná-lo, os resultados esperados e um plano de ação.

15 - Você pode ter a caneta, mas o tinteiro está com os acionistas. Use a exata quantidade de tinta que lhe é dada, nem mais nem menos. Seus resultados é que vão lhe assegurar uma quantidade crescente de tinta.

16 - Seu aprimoramento profissional deve ser constante.

17 - Formação acadêmica é essencial. Não pare nunca de estudar, formal e informalmente.

18 - Tenha “hobbies" e amigos fora do seu dia a dia de trabalho. Construa "network" dentro e fora do setor que você atua.

19 - Tenha sempre empatia.

20 - Foque sempre no "red issue" (o que está tirando seu sono). Energia é escassa e deve ser usada com foco.

Seguindo essas dicas, você terá um caminho mais promissor. Só uma última dica: esteja alinhado com seu objetivo 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano inteiro.


Fernando Portella é CEO da Organização Jaime Câmara, maior grupo de mídia do Centro-Norte do Brasil e conselheiro da Oi, Iguatemi Empresa de Shopping Center e da Intermédica Sistema de Saúde. É ex-vice-presidente do Citibank Brasil e ex-CEO do Grupo O Dia de Comunicação.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

História das marcas: Puma e Adidas, cada um na sua

Os irmãos Adolf e Rudolph Dassler montaram uma fábrica de calçados que foi muito bem. Mas brigaram 28 anos e acharam melhor separar. Assim nasceram a Adidas e a Puma.

Os irmãos Adolf e Rudolph Dassler montaram uma fábrica de calçados que foi muito bem. Mas os dois brigavam muito e acharam melhor separar. Assim nasceram a Adidas e a Puma.
Adidas

Alemanha. Calçados, roupas e materiais esportivos. 1949.

adidas.jpgComeçar um pequeno negócio não é fácil. Se você resolver encarar a tarefa sozinho, vai se preparando, pois o trabalho é dobrado. Por isso mesmo muita gente procura um sócio, aquela pessoa de confiança que chega para dividir ambições e prejuízos. Em muitos casos esse parceiro é escolhido dentro do próprio ambiente familiar. Sendo assim, é muito natural ver parentes em primeiro grau abrindo comércios por aí.

Foi o que aconteceu com os irmãos Adolf Dassler e Rudolph Dassler.

Os dois tinham experiência com calçados e resolveram montar uma fábrica chamada Gebrüder Dassler Schuhfabrik (Fábrica de Calçados Esportivos Irmãos Dassler). A coisa andou bem até que uma regra de ouro da sociedade entrou no jogo, associada à verdade mais palpável da relação entre irmãos. Essa lei antiga e inflexível diz que parentes e sócios sempre brigam, não lhes faltando nunca motivos, sejam eles autênticos ou não.

Assim foi com os Dassler depois de 28 anos juntos: cada um seguiu seu próprio rumo. Sentimentos fraternos à parte, a cisma deles foi uma das mais significativas do capitalismo moderno.

dassler1.jpgAdolf, usando seu apelido (adi) e as três primeiras letras de seu sobrenome (das), fundou a Adidas. Rudolph não ficou atrás e logo depois fundou a Puma. Que família…

Curiosidades Adidas

1. Em 28 anos juntos, Rudolph e Adolf alcançaram sucesso com os calçados que fabricavam. Em 1936, por exemplo, foi com a ajuda de um de seus tênis que o afro-americano Jesse Owens ganhou várias medalhas no atletismo, deixando Hitler furioso. O ódio foi tanto que, assim que a II Guerra Mundial começou, o ditador mandou confiscar a fábrica dos Dassler.

2. Depois do conflito o controle voltou aos irmãos, que encontraram enormes dificuldades para manter o negócio. A matéria-prima era escassa e eles tiveram que recolher dos escombros da guerra a lona e a borracha usadas na fabricação de seus calçados.

3. A bola oficial da Copa 2006 foi a Teamgeist, da Adidas.

4. As três listras, identidade visual da marca, foram criadas por Adolf assim que a Adidas foi fundada. Elas se popularizaram em 1962, quando foram aplicadas em calças e agasalhos fabricados pela empresa.

5. Rudolph Dassler batizou sua nova empresa da mesma forma que seu irmão, baseado em seu nome e sobrenome. Por isso a Puma inicialmente se chamou Ruda. O nome mudou mais tarde, mas a explicação vem daqui a pouco.
Puma

A briga dos irmãos Dassler criou duas das maiores marcas do mundo. Adolf com a Adidas e Rudolf e sua poderosa Puma.

puma1.jpgNaturalmente a trajetória das duas companhias é parecida. A empresa de Rudi começou a funcionar em 1948, mesmo ano da Adidas. O nome que ele escolheu teve inspiração idêntica. Foi primeiramente chamada de Ruda, um acrônimo formado pelas duas letras iniciais de seu nome (Rudolf) e sobrenome (Dassler).

A denominação teria permanecido assim não fosse o comentário de um amigo de Rudi. Ele disse que o termo Ruda soava estranho, meio sem sentido. Rudolf concordo e resolveu mudar a marca para Puma, uma palavra com som bastante parecido e que ainda tinha a vantagem de se referir ao simbólico felino nativo do continente americano.

Com o empreendimento devidamente batizado, Rudolf precisava agora achar um caminho para fazer sucesso. Uma experiência do passado lhe ofereceu uma boa sugestão. Em 1936, quando ainda trabalhava com o irmão, ele ofereceu seus calçados ao corredor norte-americano Jesse Owens, durante as Olimpíadas de Berlim. Owens ganhou quatro medalhas de ouro, fazendo uma publicidade daquelas para a empresa dos Dassler. Sem querer os dois tinham criado o que conhecemos atualmente como marketing esportivo.

Rudi lembrava bem de como o acordo com Owens tinha dado certo, por isso desde o começo da Puma pensou em associar a marca a esportistas famosos. Para ele seria essa a melhor estratégia para tornar a empresa conhecida.

O plano começou a funcionar em 1950, na primeira Copa do Mundo organizada após a II Guerra Mundial. Naquele evento parte dos jogadores da seleção alemã usaram calçados da Puma. O mesmo aconteceu nas Olimpíadas de 1952, na qual o desempenho dos atletas que usavam os calçados da marca chamou a atenção dos consumidores de diversos países.

rudolf1.jpgRudi investiu também nas chuteiras de futebol, acertadamente focando parte dos negócios no esporte mais popular do mundo. Na Copa de 1970 Pelé foi garoto propaganda da marca, tornando-se personagem de uma precursora e criativa jogada de marketing.

Durante um jogo entre Brasil e Peru os jogadores esperavam o começo da partida. O juiz estava prestes a autorizar o início quando Pelé, instruído por Rudolf, pediu mais uns segundos para poder amarrar suas chuteiras. Imediatamente (e inocentemente) todas as câmeras focalizaram o pé do Rei e a listra branca que na época identifica a Puma. O retorno foi imenso, uma vez que a Copa de 70 foi a primeira a ser transmitida ao vivo.

Depois de Pelé, diversos outros jogadores famosos participaram de propaganda da empresa, incluindo Maradona e atletas conhecidos de diversos outros esportes.

Baseada nessas inovações da propaganda, já na década de 60 do século XX a Puma se firmava como uma marca global, exportando para mais de 100 países.

Curiosidades Puma

1. O mais legal da história do Pelé fazendo marketing para a Puma é o seguinte. Dizem que a Adidas fez uma proposta para ele, uma vez que o Rei já jogava com chuteiras da marca. No entanto, a Puma ofereceu mais dinheiro e Pelé fechou o acordo. Acontece que ele já estava com uma chuteira da Adidas amaciada e não queria correr o risco de ganhar calos com um calçado novo.

O que fez? Pintou a sua chuteira Adidas de preto, sumindo com as três listras. Depois pintou uma listra branca sobre o fundo preto, que na época era o que identificava a marca da Puma. Ninguém percebeu. Pelé fez marketing para a Puma, mas na verdade jogou de Adidas.

2. Mais interessante ainda é saber que, antes da Copa de 70, Adidas e Puma fizeram um acordo: não iriam fazer marketing usando o Pelé. Ele era muito bom, sairia muito caro fazer propostas. No fim falou mais alto o espírito competitivo.

3. Em meados da década de 60 a Puma criou um novo processo para fabricar chuteiras, o qual unia o solado às travas de uma maneira mais eficiente e durável. O processo tornou o produto tão bom que quase 80% das outras fábricas adotaram o processo criado pela Puma.

4. A marca foi também a primeira a usar Velcro num calçado esportivo.

5. Rudi morreu em 1974. Em 1989 seus filhos Armin e Gerd Dassler venderam a empresa.

6. O neto de Rudi, Frank Dassler, assumiu um importante cargo na Adidas em 2004.

7. Não fosse a Nike, a família Dassler teria as duas marcas de calçados mais valiosas do mundo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Entre a flor e o chicote: o que motiva as pessoas

Motivação de equipes: o dilema para o profissional que lida com gestão de pessoas é descobrir a hora de elogiar ou de criticar - e sempre com cuidado para falar no tom certo.

Por: Eduardo Zugaib


Já parou para pensar no que motiva você? O que o motiva na vida, no trabalho, nas relações?

Refletindo um pouco, perceberemos que nossa vida sempre apresenta estímulos para a nossa motivação, lembrando que motivação é algo que está aí, dentro de você. Ela pode até estar meio esquecida, em algum canto, mas continua aí, mesmo que quietinha.

Já os estímulos que a despertam estão fora de você. Eles variam de sentido ou intensidade, sempre entre dois extremos simbólicos: a ponta do chicote e a pétala da flor. Em outras palavras, temos os estímulos negativos, as ameaças, e os positivos, as recompensas.

No dia-a-dia, nas relações corporativas especialmente, a percepção é simples: oras estala o chicote, oras ganha-se uma flor.

Esse dilema motivacional é uma das principais razões que fazem os profissionais que lidam com gestão de pessoas perderem algumas horas de sono durante o mês. Descobrir a hora de elogiar ou de criticar, com cuidado para que a crítica não ultrapasse a tênue linha que separa o que é profissional do que é assédio moral.

Uma linha muito mais tênue do que se possa imaginar. É onde entram a comunicação e suas variáveis. Entre elas, a capacidade de ouvir, de perceber quais são os motivadores que batem no peito do colaborador, suas expectativas, necessidades e desejos. De posse desse complexo material humano, que envolve razão e emoção, chega a hora de buscar a consonância entre os objetivos pessoais do colaborador com a missão e os objetivos da empresa.

Muitos gestores apostam no turnover, na rotatividade como forma de corrigir equipes. Praticam uma espécie de terceirização temporária do problema. Afinal, é questão de semanas para quem acaba de chegar à uma empresa perceber que o ambiente e os agentes que ali circulam - entre eles o gestor - mais desmotivam do que motivam. Isso quando não desmoralizam.

A comunicação fluente entre liderança e liderado é o caminho mais inteligente. Será a partir dela que o liderado obterá a dimensão exata do que se espera dele. Será a partir dela também que a empresa poderá conhecer melhor seu colaborador, gerando o estímulo certo para que ele se motive. E percebendo que, em muitos casos, nem sempre é o dinheiro que faz a diferença.